Quando alguém próximo se vai, temos duas opções: lembrar dela com carinho e saudade, ou tentar esquecer e pensar no lado ruim. Essa decisão vem com o tempo, pois no início dificilmente sabemos como administrar a perda devido ao turbilhão de sentimentos e a confusão que eles geram dentro de nós.
Passado um tempo, as idéias começam a se organizar, e escolhermos em que prateleiras guardaremos nossos sentimentos mais íntimos em relação àquela pessoa. É uma decisão difícil, porque ninguém é totalmente bom ou mau, mas é o que geralmente fazemos, rotulamos. É uma forma de se proteger, de se defender, de se esconder.
Escolher lembrar de mágoas, ausências, atitudes ruins pode nos distanciar, mas por serem sentimentos ruins também não nos farão bem. Escolher lembrar somente dos momentos bons, cria uma ilusão, porque nada na vida é uma maravilha.
Qual a fórmula do equilíbrio? Talvez perdoar as coisas ruins seja uma boa escolha. Deixe ir. Lembrar do que foi bom, porque não? Que marcas você quer carregar? Eu escolheria as que me fizeram sorrir, como um colo, um eu te amo, um ovo cozido com a gema mole. Sou dessas, e desejo isso para vocês também.