love

love

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Dentro de um abraço

Recentemente a banda Jota Quest lançou uma música chamada "Dentro de um abraço". Ela fala que lá é o melhor lugar do mundo, e que nele tudo se dissolve. Há alguns meses proferi tal frase, disse exatamente isso: "O melhor lugar do mundo é dentro de um abraço." 
Coincidência ou não, ouvi a música é ela é muito bonitinha. Fala desse ato tão gostoso e gratuito que é o ato de abraçar. 
Há mais ou menos um ano, li uma matéria que falava que um abraço com mais de 20 segundos de duração, libera ocitocina na corrente sanguínea. O famoso "hormônio do amor", traz vários benefícios físicos e mentais, ajudando a controlar medos, ansiedades, e proporcionando uma sensação de bem estar, carinho e proteção. 
A correria do vida, e o distanciamento das pessoas, nos tira a oportunidade de abraçar quem amamos todos os dias, e esse simples abraço poderia resolver muitas coisas. Então, sempre que possível, abrace. E não por 20 segundos. Esqueça o relógio e se entregue. Já abraçou hoje? Eu já! :)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ser fã


Fã vem de fanatismo. Adoram algo ou alguém além do "normal". Mas o que seria normal? E para ser fã, tem que ser fanático? Tem que ir na frente do hotel de um artista, colecionar coisas à respeito dele, ou pode simplesmente gostar muito? 
Sou fã de muita gente, de artistas inclusive, e não no sentido fanático da palavra, mas sim, porque gosto muito. Sou dessas. Faz bem pra alma, pois a vida é feita de sentimentos. 
Músicas, por exemplo, alimentam nossa vida toda. Nos dão o prazer de relembrar momentos quando tocam. Aquele cantor ou cantora que embalou belos momentos? Ah, sim, sou fã! 
Uma pessoa, amiga próxima, batalhadora, sincera, parceira nas boas e nas más horas. Sou muito fã! Colega de profissão, exemplo de ética, espelho. Eu sou fã! Mãe, irmã, sou fã. 
Feliz de quem se permite ser fã. Ser fã é admirar, querer bem. É torcer para o sucesso da pessoa. É querer tirar uma foto com ela para registrar o momento que estiveram juntas. Ser fã, é uma forma de amar.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quando bate a saudade



Ela vem de uma música, uma foto, um cheiro, um lugar, ou porque tem que vir, simples assim. Chega sem avisar, toma conta, é avassaladora.
A gente tenta espantar, não quer ela perto muitas vezes, é sofrido lembrar, mas não há solução pois não temos controle sobre ela. O que fazer? Sentir.
Existem vários tipos de amor, e consequentemente, vários tipos de saudade. Cada uma dói, mas também tem sua beleza.
Saudade de um amor, o tipo não correspondido, onde tu lembra aqueles momentos que viveram e imagina como teria sido se não tivesse o fim que teve. Saudades de como teria sido.
Saudade de alguém que já "se foi", e que não voltará mais. Os momentos juntos são presentes e importantes demais, não há o que fazer, a não ser levar a beleza de cada pedacinho vivido.
Saudade daquele amigo, que está looooonge, e te faz tanta falta, teu confidente, teu irmão de alma. O abraço faz falta, o olhar.
Clichês à parte, acho que a palavra saudade é a palavra mais bonita do mundo (e não é porque ela não existe em outra língua). A saudade nos permite sentir novamente, momentos maravilhosos que o nosso coração nos permitiu guardar.  Com a saudade a gente ama de novo, e de novo, e de novo. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Para um amor gratuito

Não me rendo assim tão fácil, mas ele tinha um sorriso encantador. Sou doida em sorrisos, e parece que ele sabia. Sabe aquele sorriso que te pega desprevenida? Esse mesmo, assim era o dele. Na verdade todas se rendiam àquele sorriso, eu não fui privilegiada.
Eu amei ele, hoje consigo ver isso com clareza. Como disse, não me envolvo assim tão fácil, mas talvez pelo fato de ele ser especial, de precisar tanto de amor, e de ter aquele sorriso, claro, eu caí nos seus encantos. Para abraçá-lo era necessário um ritual, mas era mais gostoso pra mim do que pra ele. 
Hoje, ao encontrar a sua mãe eu vi que já faz mais de um ano do nosso último encontro. A gente não se despediu direito, acho que foi melhor assim. Talvez fosse muito doloroso pra mim. Levá-lo para a UTI já não foi fácil, mas queria vê-lo mais confortável. 
Obrigada por ter passado pelo meu caminho, quem sabe um dia a gente se encontra... Nunca vou me esquecer do teu sorriso. 

sábado, 8 de novembro de 2014

Moral de cuecas

Quem nunca quis dar uma bela lição de moral? Apontar os defeitos, erros, falhas e por ai vai, é simples, fácil, e passa aquela impressão de "eu sou melhor que você, pois eu reconheço o erro que você não vê". 
Aspas à parte, me pego a pensar em como essas atitudes, porque não dizer, autoritárias, são tão mais fáceis do que simples interações, um compartilhamento mútuo, um olhar pra si antes de apontar o problema do outro. Tem gente que fala pelos cotovelos, tem mil teorias pra vida, acha que sabe tanto, mas quando se trata da sua vida, tudo cai por terra, e aí a tal "Moral de cuecas" se aplica bem. 
O Beltrano vive dando conselhos para a sua amiga solteira, teorias e mais teorias, mas está sozinho e não consegue se relacionar. A Fulana fala para a amiga aproveitar a solteirice, que queria muito estar como ela, mas namora um cara que não ama e não termina porque tem medo de ficar sozinha. A Ciclana tem um caso com um cara casado, e diz para todo mundo que sonha em encontrar um homem fiel. 
Hipocrisia também é uma bela palavra, e poderia ser usada nesses casos, mas o que quero dizer é que as pessoas, na maioria das vezes estão muito mais preocupadas em passar uma imagem forte e inabalável, que esquecem que ao apontar o problema do outro, está tratando do seu também. Conceitos e mais conceitos. Somos humanos em primeiro lugar, cheios de defeitos, com algumas qualidades. 
Ninguém quer conselhos, mas sim soluções. Quem for esperto escuta, mas cala. Quem for amigo fala, mas abraça. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Mais do que a obrigação

Quando trabalhamos com algo que gostamos, o trabalho não se torna um peso nas nossas vidas. É, geralmente é assim. Digo geralmente pois as cargas horárias são pesadas, a cobrança é forte, os prazos são curtos, bem como os salários. Isso tudo deixa o glamour de lado. Com certeza quem faz o que gosta faz melhor, e consequentemente ameniza a parte ruim do trabalho. Até aqui, nenhuma novidade.
De tempos em tempos, a vida nos manda algum feedback. No trabalho não é diferente, e isso nos auxilia muito para pensarmos no modo como estamos lidando com as situações que enfrentamos e na maneira que fazemos as coisas.
Deveríamos pensar sobre nossas atitudes com mais frequência, mas muitas vezes ligamos o piloto automático. Pra que pensar se é mais cômodo assim, tudo igual, como numa linha de produção? Tá, às vezes sai um sorriso, mas vamos lá, segue o barco, é só mais um trabalho, mais um cliente, vamos adiante. Parece frio, e é, mas acontece, e muito. 
Mas quero voltar ao início, quando falei sobre trabalhar com o que gostamos, e aí as coisas não acontecem tão automáticas assim. Podemos até pensar que sim, pela correria todos os dias, ou por parecer que o trabalho se repete. Mas além de atentarmos para nossa satisfação pessoal, também devemos prestar atenção aos sinais e retornos que recebemos. A frase "Não faz mais do que a obrigação", não se aplica, porque quem gosta do que faz, faz além, e muitas vezes faz sem perceber.
Aconteceu comigo algo interessante essa semana. Cuidei de uma criança esse ano e sua avó, que trabalha no hospital, vinha me contar sobre a netinha quando eu chegava para trabalhar. Eu a atendi várias vezes e não fiz "mais do que a minha obrigação". Há alguns dias atrás, a avó da criança me chamou quando eu ia embora e me entregou um convite de aniversário de 1 aninho, dizendo que foi a criança que me mandou. 
Não quero um troféu, o objetivo de escrever esse texto não é esse. Quis dizer que por mais que alguns fatores me fizessem sentir triste em muitos momentos, sei que não faria nada melhor na vida do que ser enfermeira. Sempre tive a certeza que estou na profissão certa, amo o que faço e mesmo achando que eu "não fiz mais do que a obrigação", acho que eu fiz. Que bom que a vida nos presenteia com momentos como esse e faz a gente querer fazer "mais".