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sábado, 8 de novembro de 2014

Moral de cuecas

Quem nunca quis dar uma bela lição de moral? Apontar os defeitos, erros, falhas e por ai vai, é simples, fácil, e passa aquela impressão de "eu sou melhor que você, pois eu reconheço o erro que você não vê". 
Aspas à parte, me pego a pensar em como essas atitudes, porque não dizer, autoritárias, são tão mais fáceis do que simples interações, um compartilhamento mútuo, um olhar pra si antes de apontar o problema do outro. Tem gente que fala pelos cotovelos, tem mil teorias pra vida, acha que sabe tanto, mas quando se trata da sua vida, tudo cai por terra, e aí a tal "Moral de cuecas" se aplica bem. 
O Beltrano vive dando conselhos para a sua amiga solteira, teorias e mais teorias, mas está sozinho e não consegue se relacionar. A Fulana fala para a amiga aproveitar a solteirice, que queria muito estar como ela, mas namora um cara que não ama e não termina porque tem medo de ficar sozinha. A Ciclana tem um caso com um cara casado, e diz para todo mundo que sonha em encontrar um homem fiel. 
Hipocrisia também é uma bela palavra, e poderia ser usada nesses casos, mas o que quero dizer é que as pessoas, na maioria das vezes estão muito mais preocupadas em passar uma imagem forte e inabalável, que esquecem que ao apontar o problema do outro, está tratando do seu também. Conceitos e mais conceitos. Somos humanos em primeiro lugar, cheios de defeitos, com algumas qualidades. 
Ninguém quer conselhos, mas sim soluções. Quem for esperto escuta, mas cala. Quem for amigo fala, mas abraça. 

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