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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Para um amor gratuito

Não me rendo assim tão fácil, mas ele tinha um sorriso encantador. Sou doida em sorrisos, e parece que ele sabia. Sabe aquele sorriso que te pega desprevenida? Esse mesmo, assim era o dele. Na verdade todas se rendiam àquele sorriso, eu não fui privilegiada.
Eu amei ele, hoje consigo ver isso com clareza. Como disse, não me envolvo assim tão fácil, mas talvez pelo fato de ele ser especial, de precisar tanto de amor, e de ter aquele sorriso, claro, eu caí nos seus encantos. Para abraçá-lo era necessário um ritual, mas era mais gostoso pra mim do que pra ele. 
Hoje, ao encontrar a sua mãe eu vi que já faz mais de um ano do nosso último encontro. A gente não se despediu direito, acho que foi melhor assim. Talvez fosse muito doloroso pra mim. Levá-lo para a UTI já não foi fácil, mas queria vê-lo mais confortável. 
Obrigada por ter passado pelo meu caminho, quem sabe um dia a gente se encontra... Nunca vou me esquecer do teu sorriso. 

4 comentários:

  1. Belo trabalho e bem vinda ao clube das "contadoras", S2

    http://cromossomosdiferentes.blogspot.com.br/

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  2. Puuuuxaaa! Esse foi forte!
    Algumas pessoas partem, outras nos veem partir. Às vezes a dor da perda é tão intensa que não conseguimos ver nada de positivo em quem se foi, mas quando a névoa da tristeza se esvai, sempre resta algo a se aproveitar daquele tempo. No caso do texto, a perda não deixou mágoa do outro, mas do modesto e injusto tempo que foi destinado ao convívio dos dois. No entanto, deixou também a certeza de que é possível um sentimento de realização e plenitude, natural e intenso, simbolizado pela simplicidade de um sorriso. Ainda que doloroso ao final, ensinou à escritora uma lição eterna que muitos passam a vida sem conseguir entender.

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